RELATÓRIO E CONTAS 2011

No  último artigo alguém comentou “  …  ao nos apercebermos que os discursos (do Montepio) eram ocos, políticos, sem qualquer conteúdo …., acho que deve ser a instituição que melhor espelha este País!”
É este apenas um comentário rancoroso ou tem fundo de verdade?

Nas Instituições Financeiras (IF) é comum a boa prática de mediar três semanas  entre a convocatória da Assembleia Geral ( AG) e a sua realização, para análise da informação.
Duas IF apresentam contas no mês de Março: o BES e o MG.
O BES publicou as contas e convocou em 29 de Fevereiro   a  AG de 22 de Março (três semanas).
Apesar de (ou talvez por ) ser a primeira prestação de contas após a aquisição do Finibanco, o Novo Montepio (NM)  convocou, em 14 de Março,  a AG de 29 (duas semanas) e disponibilizou a informação em sucessivas versões: a primeira,  em 14 de Março, de 221 páginas; a segunda  em 20, de 378 páginas; a terceira, a 27, de 525 páginas.
É a trapalhada do costume,  que dificulta a análise do Relatório e Contas (RC), inadmissível e uma total falta de respeito pelos associados e pelos Estatutos do Montepio.
O que há a esconder?

A) Associação Mutualista – Defraudar os associados.

No RC não há uma ideia sobre o papel que o Mutualismo do Montepio se propõe desempenhar  para minorar a angústia dos portugueses, acoçados  pelo desemprego, pelo endividamento e pela redução das reformas. Pelo contrário, a sua acção vai no sentido oposto:

i) As dívidas de muitos associados poderiam ser reestruturadas através dos  empréstimos sobre reservas matemáticas  beneficiando dum juro mais amigo(6%). Mas, o NM, dificulta o acesso a esta solução. Ilegalmente, reduz o prazo estatutário para amortização destes empréstimos de 5  para 2 anos.
Prefere manter 460 Milhões da AM em depósitos na CE, ao juro de 2,47% , do que emprestar a 6% aos associados.

ii) O NM  considerou que a Taxa de Rendimento de 4% e a Tábua de Mortalidade  TV 88/90, das modalidades de protecção familiar e pensões de reforma,  punham em causa a sustentabilidade da AM.
Em 2011, no calculo das responsabilidades a transferir  para a Segurança Social pelos Fundos Pensões dos Bancos,  foi aceite que a Taxa de Rendimento de 5,5%,  e a Tábua de Mortalidade TV 88/90, são apropriadas à conjuntura portuguesa (Nota nº 46, pag. 99 da Demontração e Notas).
Daqui conclui-se que o NM enganou, e continua a enganar, os associados ao empolar a desactualização das bases técnicas das modalidades, com o propósito de reduzir os benefícios assegurados pelas modalidades existentes, e passar a cobrar quotas mais elevadas nas modalidades tradicionais.
A falsidade da sua argumentação sobressai  quando garante Taxas de Rendimento de 5,5% a 8% nas aplicações financeiras travestidas de Modalidades mutualistas de capitalização pura, subalternizando a acção previdente de protecção da familía e da velhice a que garante 3%.
Donde provém a capacidade para garantir o rendimento  nas Modalidades de capitalização?
Onde fica a equidade e igualdade mutualistas?

iii) É uma evidência que as modalidades activas,  têem custos mais elevados que a manutenção das modalidades encerradas – as primeiras têm atendimento, exames médico, captação de dados, folhetos, correio, cobrança da quota, e as últimas só têm a cobrança de quotas.

É igualmente evidente que nas modalidades encerradas o custo unitário de cada processamento (débito ou crédito em conta DO) é sensivelmente igual.

Mas não é isso que acontece.

Imputação de Custos de Funcionamento        (unitário, em   €)

Modalidades

 Activa

Encerrada

Modalidades Capitalização

10,65

Cap. Previdência

1,96

27,80

Dif. Com Opção

2,22

5,45

Pensão Reforma

6,54

Pensão Reforma 4% (88/90)

 

42,12

Pensão Reforma 4%

 

59,81

Pensão Reforma 6%

 

186,72

O custo unitário suportado pelas modalidades activas é escandalosamente menor que nas modalidades encerradas. Nestas últimas as diferenças  são igualmente abismais.

E sobressai a sobrecarga das Pensões de Reforma, a modalidade com o processamento administrativo mais simples no conjunto de todas as modalidades.

iv) A ameaça à sustentabilidade da AM não provem das responsabilidades assumidas com os associados,  mas sim da  baixa rentabilidade da gestão do NM e dos muitos negócios que tem promovido.

Participações Financeiras de Capital
2010 2011
Investim Rendim % Rend. Investim Rendim % Rend.
1 – Institucional 1.141.250 -35.532 -3,11 1.245.000 23.100 1,86
           Na CE 800.000 20.300 2,54
           Finibanco 341.250 -55.832 -16,36
2 – Estratégicas 67.990 1.851 2,72 87.167 2.276 2,61
3 – Outras 17.435 233 1,34 52.354 329 0,63
TOTAL (1) + (2) + (3) 1.226.675 -33.448 -2,73 1.354.770 25.705 1,90


Das 18 participadas, para além da CE, apenas oito (67 Milhões) têm rendimento equivalente a 3,9%, enquanto dez (72 Milhões) nada produzem.

Quem se lembra do “excelente” negócio da compra da Real Seguros, em 2008? Quais os resultados que produziu?

                               LUSITÂNIA   – Cª SEGUROS (.000€)
                2007                2009                2011
 Invest.   Rendimento  Invest. Rendimento  Invest.   Rendimento
  Valor %   Valor %   Valor   %
23.769 1.113 4,7% 53.519 657 1,2% 53.519 668 1,2%

Integrada, em 2009, na Lusitânia  desde então assistimos à degradação progressiva da rentabilidade desta.

E o que se passa com as Residências Montepio, outro empreendimento emblemático do NM? Nada se sabe sobre a sua gestão e situação económica e financeira.

Ou, o que é que as 4 ou 5 empresas imobiliárias, e mais 6 ou 7 do ramo Segurador,  têm a ver com a acção mutualista da AM,  para estarem a afectar o seu resultado negativamente?
Elas estão ligadas à CE, e será mais verdadeiro e transparente que afectem os seus resultados e não os da AM.

Com o NM a AM não passa de uma alavanca da CE. Angaria funding para um Grupo Financeiro sem rentabilidade.  Acolhe investimentos não rentáveis, mantém centenas de milhões em depósitos mal remunerados, suporta custos de funcionamento e permite “aproximar” os indicadores de gestão da CE, face aos da concorrência.

Por fim,  realce-se  o risco crescente da progressiva concentração da AM na CE.
Se adicionarmos todos os investimentos e aplicações feitos pela AM no conjunto do Grupo (CE) ( 299 Milhões em Obrigações e  426 Milhões em depósitos na CE)  obtemos  2.086 Milhões, equivalente a 73% do  seu activo liquido, o que é preocupante.

A aquisição do Finibanco.
Esta é a primeira AG com conhecimento dos dados do Finibanco e não podemos deixar de questionar: onde está o excelente negócio prometido há 21 meses atrás?
Esta é uma história mal contada e carecida de esclarecimentos, nomeadamente:

i)      Qual o custo final desta operação?
341 M€ (OPA) + 56 M€ (resultado negativo 2010) + 45 M€ (custos de adaptação) = 442 M€.
Mais as imparidades do Finibanco e 30Milhões€/ano de 900 postos de trabalho excedentários.

ii)    Porque aceitou o NM o aumento expeculativo da cotação (22%, em três dias) promovido pelos principais accionistas do Finibanco (inside trading), registado pela própria CMVM?

iii) Qual a justificação para que o Finibanco apresentasse lucro no 1º semestre de 2010 e acabasse com 56 Milhões de prejuizo?

iv)  Porquê o crescimento do quadro de responsáveis do Finibanco, em 2010, em particular de 14 Directores?

v)    Porquê a aquisição de 11, 4 Milhões de dívida grega, já após o anuncio da OPA, e quando era já conhecida a incapacidade dos gregos em cumprir ? Quem foi o vendedor? E qual a imparidade que resultou desta compra?

vi)  Qual a solução para resolver o problema dos 900 postos excedentários?

vii) Onde está repercutido no presente RC o resultado negativo do Finibanco em 2010?

viii)    Qual o contributo do Finibanco para que as Reservas de Reavaliação tenham crescido de –75.623 M€, em 2010, para -302.740 M€, em 2011?

ix)  Porque omitiu o CA os resultados do Finibanco, em 2010, aos associados e ao público em geral?

O resultado da CE, em 2011.
Em 22 Dezembro de 2011,na AG do Orçamento, o resultado previsto para o exercício da CE, era de 3,4 Milhões, e nenhum comentário foi tecido que criasse a expectativa de que o mesmo iria ser alterado.
Que aconteceu  na última semana do ano que projectou  3,4 para 45 Milhões?

Quanto custa a gestão do Montepio?
Os elementos do CA  facturam anualmente, de remuneração fixa, 2 Milhões€/ ano (400.000€/ano per capita).
Este nivel salarial é o dobro do da CGD (200.000€/ano) e superior ao praticado em muitas IF concorrentes.
O  Montepio confere, ainda, condições de reforma de privilégio no país, incluindo o sector bancário, com valores milionários (12.500€/mês).

Se considerarmos o batalhão de acessores, consultores, experts, avençados e afins que apoiam o NM, é surpreendente constatar que o custo da gestão do Montepio é mais elevado que o do  BPI, não obstante a diferença de dimensão e de composição dos seus governos:

2009

2010

2011

MG

BPI

MG

BPI

MG

BPI

Remuneração Administração

1.918

5.307

2.025

5.360

2.034

Serviços Especializados e acessores

17.130

9.079

16.043

10.738

22.544

TOTAL

19.048

14.386

18.043

16.098

24.578

MG:  5 Administradores;
BPI:  23 Administradores (7 executivos e 16 não executivos);

Somos uma Associação Mutualista, que continua a ser dirigida por reformados, eleitos –  não seleccionados pelo filtro da competência e do mérito –, que, na generalidade,  auferem salários superiores aos que auferiam na  vida profissional activa, e beneficiam de condições de reforma únicas e escandalosas no país (um ano de exercício do cargo já confere direito a reforma vitalícia).

Os Órgãos de Fiscalização são os primeiros a transgredir. São remunerados ilegalmente (membros do Conselho Fiscal auferem 5.000€/mês) e recebem  senhas de presença  de 650 a 800€, o dobro do praticado no sector, por três ou quatro horas, uma ofensa aos portugueses e à mutualidade.
Tudo sancionado por uma Comissão de Remunerações da qual faz parte um ex-administrador que decide em proveito próprio (os ex-administradores beneficiam das condições dos administradores).

Regressando ao comentário de abertura deste artigo, não acho que seja rancor o que ele expressa.
Vivemos o paradoxo de elegermos dirigentes, remunerados absurdamente, para reduzirem os nossos beneficícios e subverterem a finalidade da Instituição.

A  nossa acção Mutualista  tinha  grandes entorses e o NM agravou-as ainda mais. Trouxe-nos visibilidade e  notoriedade, mas também desvirtuamento e mistificação.

É preciso restituir verdade à Instituição e regressar à visão e finalidade dos fundadores:  sermos um porto de abrigo para os cidadãos previdentes que, solidariamente, se queiram proteger e aos seus familiares, contra os imprevistos do futuro.

É este imaginário que o NM tem propagandeado e explorado, e é  nossa  imagem de marca, mais actual hoje que ontem.

É  a aproximação ou afastamento à nossa autenticidade e utilidade social que está em jogo.

E este ano vai ser muito importante  na escolha do caminho que queremos seguir.

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OPA Finibanco. Foi o Montepio a prioridade?

Em meados de 2010 o Montepio decidiu comprar o Finibanco.
Tudo decorreu num ápice, assente na garantia de que “a operação tinha sido longa e profundamente  estudada” e, como noticiava a Lusa, em 2 de Agosto, “Estimamos que as sinergias sejam atingidas até um prazo máximo de 18 meses e avaliamo-las em 70 milhões de euros, disse o banqueiro (Tomás Correia)”.
A aprovação em AG foi um voto de confiança  no CA e nos restantes Corpos Sociais, em particular no Conselho Geral,  órgão delegado da AG para análise de decisões de grande envolvente técnica, como é o caso.
Os 18 meses  passaram e em vez do regozijo cresce a sensação de logro, tal é o desfasamento entre o cenário prometido e a realidade actual.

A)     O  valor real do FINIBANCO.

A Holding Finibanco (grupo familiar), com o afastamento, por motivos de saúde,  do seu líder e fundador , Álvaro Costa Leite, em 2007, e  apanhada pela crise mundial  entrou em declínio crescente,   com 57 milhões de prejuízos, em 2008.  O banco seguiu-lhe as pisadas  com degradação acelerada, de 2008 a 2010, resultante de problemas graves na Solvabilidade, na Qualidade de crédito, na Rentabilidade, na Eficiência,  e reflectidos nos  Resultados Líquidos.

INDICADORES DE REFERÊNCIA DO BANCO DE   PORTUGAL
2007 2008 2009 2010
1. Solvabilidade
Racio de adequação de
fundos próprios de base   Finibanco 5,1% 6,8% 8,2% 6,2%
2. Qualidade do Crédito
Crédito incumprimento/
Crédito total 2,3% 2,2% 3,0% 5,0%
3. Rentabilidade
Resultados antes de impostos /
Capitais próprios líquido   médio 22,5% -0,4% -8,1% -37,0%
4. Eficiência
Custos de funcionamento +
amortizações / Produto   bancário 60,7% 83,0% 85,2% 104,8%
RESULTADOS LIQUIDOS 22.100 878 -9.707 -55.832

 Para adquirir o Finibanco a AM  elevou o capital da CE para 1.245 milhões € passando a comprometer  45% do seu Activo,  um agravamento  considerável de risco  à sua sustentabilidade.
Mas, cerca de metade do valor do aumento de 445 milhões € esfumou-se de imediato na desvalorização do património do FINIBANCO.

     CAIXA ECONÓMICA                  (milhares   €)
2009 2010 2011 (2011-2010)
CAPITAL 760.000 800.000 1.245.000 445.000
 Reservas    Reavaliação -28.600 -75.623 -302.740* -227.117

* Integra pela 1ª vez o Finibanco.

Foi um Banco  com fortes problemas estruturais,  com valor bolsista de 208 Milhões (Junho) que escondia mais 56 milhões de prejuízo e  património sobreavaliado em cerca de 200 milhões,  que  o Montepio decidiu comprar (Julho) por 341 Milhões. No decurso dum
“estudo longo e profundo”,  numa negociação amigável em que não se conheciam outros concorrentes interessadas na aquisição.
É, pois, legitimo concluir que tudo o que aconteceu, em 2010, no Finibanco foi com o conhecimento e acordo  do Montepio, nomeadamente:
i)  a apresentação das contas do 1º semestre, em Julho,  com um lucro de 1,3 Milhões,  para um exercicio que acabou num prejuizo de 55,832 Milhões.
ii) a sobrevalorização  artificial da compra “segundo a RTP, o regulador (CMVM) já terá entrado em campo para investigar eventuais situações de abuso de informação privilegiada, uma vez que, nos últimos três dias, as acções valorizaram 22%, com um volume de negócios muito acima da média” ( foram os principais accionistas do FINIBANCO que estiveram no mercado a adquirir acções).
iii) O crescimento do quadro de Pessoal em 52 unidades nos níveis de Direcção, Chefias e Técnicos- sem sentido num banco com estrutura sobredimensionada e em fase de aquisição

 Finibanco por categorias profissionais
2009 2010 DIF.
Administração 2 2 0
Direcção 83 97 14
Chefia 283 297 14
Técnicos 382 406 24
Administrativos 467 466 -1
Outros 17 16 -1
TOTAL 1.234 1.284 50
Era interessante saber quem foram os agraciados e a sua evolução após  a integração no Montepio.
B)    900 postos de trabalho excedentários.

Ficámos  a saber , em Janeiro 2012, que a OPA tinha libertado cerca de 900 postos de trabalho.  O número é brutal – equivalente a 60% a 70% dos colaboradores do FINIBANCO – e nunca antes tinha sido mencionado.
Porquê e para quê,  uma Associação Mutualista chama a si um processo de  angústia familiar e social de tão elevada dimensão? Onde estão as contrapartidas que  justificam este envolvimento contranatura?
Não só não existem,  como os excedentários resultam da grande sobreposição da rede de 150 balcões do Finibanco com a da CE, ao contrário da complementaridade afirmada na AG que aprovou a OPA.
O Presidente Tomás Correia declara que  “ Tudo será feito no maior respeito pelas pessoas e respectivos postos de trabalho, sem um único despedimento”.  O que significa esta declaração e quem acredita nela?
A ironia de muitos trabalhadores do Finibanco, no Facebook,  e a reacção dos Sindicatos, com manifestações na Rua do Ouro – publicidade que não desejamos – respondem claramente.
E,  quem fala pela defesa dos interesses da massa associativa, pela rentabilidade e sustentabilidade da AM e da CE? Quem paga os 30 Milhões €/ano de salários dos excedentários?
Estamos perante os mesmos responsáveis que viram nos beneficios  pagos aos associados a grande ameaça à sustentabilidade da AM, evocando números ridículos face à prodigalidade desta OPA?

C)      O PROCESSO DE DECISÃO  foi subvertido e corrompido.

O Conselheiro ,e economista,  Eugénio Rosa votou contra a OPA no Conselho Geral (CG)  e divulgou no seu blogue as razões porque o fez:
i) Porque o CG dispôs,  apenas,  de três horas para tomar conhecimento verbal da operação e decidir sobre a mesma.
ii) Porque o Finibanco acrescentava à CE: apenas 16% de Activos e Recursos; contra 46% de Custos de Funcionamento; e uma rede de 150 balcões, dos quais 80 sobrepostos  com os da CE.

Três horas e apresentação verbal,  foi o tempo e as condições em que  a maior operação financeira da história da Instituição foi aprovada pelo CG.
Ficámos igualmente a saber que, então,  havia informação disponível  que não só não confirmava a excelência do negócio, como fazia adivinhar a realidade actual.
É agora claro que só um núcleo muito restrito (CA) decidiu este dossier –  o que nos leva a indagar sobre a utilidade de remunerarmos principescamente, e nalguns casos ilegalmente, os restantes Corpos Sociais.

Os dezoito meses para  haver evidências dos beneficíos da OPA estão  ultrapassados.
A família Costa Leite, o Banif e António Oliveira venderam um banco carecido de intervenção, mas o Montepio comprou-o como se estivesse em ascensão.
O sistema financeiro português e o Governo de então  ficaram com menos uma dor de cabeça a juntar às do BPN e do BPP.
Nós ficámos com o logro.  A AM não obterá rendimento dos 45% do seu  Activo investidos na CE, em 2011 e 2012, para já,  e tem em mãos o drama dos excedentários, com todo o cortejo de implicações sociais associado

Este ano há eleições. E o Novo Montepio já nos habituou à gestão por ciclo eleitoral. É ano de caça ao voto e de não agudizar tensões. Depois dos votos contados novas cruas realidades emergirão.

É preciso  regressar  ao Mutualismo, ao projecto social da AM e às necessidades de protecção complementar dos associados.
A encenação e a magia da propaganda do Novo Montepio já não  encobre que são os gestores do ciclo  em que a Instituição efectuou o maior número de aquisições de empresas. Em que a AM triplicou o investimento na CE. Mas,  em que a AM, literalmente, nada recebeu de retorno dos investimentos feitos. A satisfação de associados e colaboradores é pobre. E o Mutualismo foi enterrado.
Este é o balanço  que se acentua no final destes 9 anos.